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‘Me pedem até autógrafo’, diz garota de programa formada em letras

lola
“Recebo 400 ligações por dia e as pessoas me param até para pedir autógrafo”. É assim que Gabriela Natália da Silva, mais conhecida como a garota de programa Lola Benvenutti, resume a repercussão de suas declarações em uma entrevista concedida ao G1 há 24 dias. Formada em Letras pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a jovem de 21 anos causou polêmica ao afirmar que optou por se prostituir porque ‘sempre gostou de sexo’. Agora vivendo em São Paulo e sem se incomodar com as críticas, ela ainda mantém o blog onde relata as experiências com os clientes, que dobraram, e vai conciliá-lo com o um canal de vídeos no YouTube, onde dará dicas de sexo para os internautas.

Após ficar conhecida nacionalmente, foram diversas entrevistas para programas de TV, sites e jornais. Algo que Lola jamais imaginou que aconteceria e que definiu como surpreendente. “Meus celulares tocam o dia inteiro, recebo 400 ligações por dia. Gente do Brasil inteiro me dando parabéns e várias demonstrações de carinho. As pessoas me reconhecem na rua e me param para pedir autógrafo. Ganhei até livros e já tenho mais de 5 mil curtidas no Facebook. Minha caixa de e-mail está lotada, já estou até pensando em contratar uma assessora”, disse Lola.

A mudança para a capital aconteceu um dia depois da publicação da entrevista. “São Carlos ficou pequena pra mim. Penso em voltar esporadicamente, já que minhas amigas estão no interior. Já tinha a ideia de morar em São Paulo, mas teve a explosão da matéria e decidi ir no dia seguinte”, afirmou.
Lola

Programas e propostas
O número de clientes dobrou, passando de uma média de cinco para 10 por dia. Lola admite que aproveitou para reajustar o valor do programa em 40%. “Tive que subir um pouco o valor pela demanda, mas prefiro fidelizar o cliente. Só não passo dessa quantidade de clientes por dia, até porque fico cansada e tenho que cuidar da minha saúde”, ressaltou.

A procura de pessoas de outros estados é tão grande que ela já pensa em viajar pelo Brasil para fazer programas. “Eu posso fazer temporadas em outros estados, pode até rolar um ‘tour da Lola’”, brincou.

Além do grande assédio de clientes, Lola afirma que recebeu diversos convites para fazer filmes pornográficos, mas recusou todos. “Um me chamou bastante atenção por ser bem incomum. A pessoa me disse que para eu ganhar mais, teria que rolar sexo com um orangotango. Fazer filme pornô é muito difícil, mas nunca fecho uma porta. De repente se for uma proposta boa e legal, por que não? Mas atualmente é uma coisa que eu não faria”, disse Lola, que apenas aceitou fazer ensaios fotográficos sensuais.

Críticas
As opiniões da garota de programa também foram bastante criticadas nos comentários da reportagem e em redes sociais, porém ela diz que não se incomodou. “Eu já sei o que as pessoas vão dizer e não me preocupo em ler. Por pior que seja o comentário, eu espero que a pessoa tenha uma reflexão e futuramente aceite com mais naturalidade. A maioria das críticas é de religiosos fervorosos, mas não me atingem, não dou bola”, destacou.

Lola apenas não gostou das comparações com Bruna Surfistinha, a ex-garota de programa que também mantinha um blog e teve a história contada em um filme. “Eu nunca quis ser a Bruna. As pessoas são diferentes, não sou melhor ou pior que ela. Me irrita essa comparação”.
Lolita

Família
Após a entrevista, Lola ainda não voltou para Pirassununga, sua cidade natal e onde vivem seus pais. Ela conta que falou por telefone apenas uma vez com seu pai, militar da reserva, que teria ficado decepcionado com a dimensão que sua história tomou. “Preferi não ficar ligando. Eu entendo que eles precisam do tempo deles. Eu sei que não é uma coisa normal para eles, mas espero que a gente tenha uma relação legal”, disse.

Dicas de sexo
Mesmo com a mudança na rotina dos últimos dias, Lola já pensa no mestrado na Universidade de São Paulo (USP), quando deve começar a pesquisar sobre prostituição ou fetiche. Ela ainda faz questão de atualizar o blog, que já teve mais de 1 milhão de acessos, com o chamado ‘feedback’ para os clientes. Agora quer conciliá-lo com um canal de vídeos no YouTube, que deve ser lançado nesta semana. “Já fiz o primeiro e deve ser algo mais dinâmico. Vou dar conselhos, falar sobre fantasias e até tirar dúvidas sobre sexo. Vou me associar a médicos para poder responder corretamente. As experiências com clientes ficam só no blog, para não perder o glamour”, concluiu.

Fonte: G1

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‘Faço porque gosto’, revela garota de programa recém graduada em letras

Fonte: Entrevista de Gabriela Natália da Silva, para o G1, por Felipe Turioni.
Lola

Ela tem 21 anos, é recém-formada em letras pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), exibe em tatuagens pelo corpo frases de Guimarães Rosa e Manuel Bandeira, adotou como pseudônimo um nome que faz referência a um personagem do escritor russo Vladimir Nabokov e assume, sem problemas, ser garota de programa. Gabriela Natália da Silva, ou Lola Benvenutti, mantém um blog em que escreve contos baseados nas experiências com seus clientes e chama a atenção ao tentar quebrar o tabu do sexo. “Sempre gostei de sexo, então tinha um desejo secreto de trabalhar com isso e não há nada mais justo, faço porque gosto”, afirmou em entrevista ao G1.

A realidade de Gabriela sempre foi diferente da vida de uma parcela das garotas de programa que também são universitárias e optam por se prostituir para manter as despesas com os estudos. “Tem uma categoria nos sites de acompanhantes que são de universitárias e fazem isso porque fazem faculdade particular e precisam pagar, mas eu nunca precisei disso, sou inteligente, fiz faculdade, optei por isso, qual o problema?”, questionou.

Lola BenvenuttiNatural de Pirassununga (SP), se mudou para São Carlos para fazer faculdade, mas por temer algum tipo de retaliação resolveu manter sua identidade como prostituta com discrição até concluir o curso. “Fiquei com um pouco de medo de isso reverberar de alguma forma na faculdade, então achei melhor terminar a graduação para colocar o blog no ar”, disse.

O site recebe cerca de duas mil visitas por dia e é nele que Lola posta sua rotina como prostituta. Entretanto, vê diferença entre sua história e o fenômeno Bruna Surfistinha, pseudônimo de Raquel Pacheco, ex-prostituta que fez fama na internet e teve sua história publicada em livro e roteirizada em um filme. “Ela teve uma vida diferente da minha, com outras oportunidades”, comentou.

Além de manter seus contos e servir como contato entre seus clientes, que chegam a cinco por dia, o blog serve também para levantar discussão sobre o prazer no sexo. “As pessoas são hipócritas, vivem de sexo, veem vídeo pornográfico, mas não falam porque têm vergonha. Um monte de mulher entra no blog e fala que adoraria fazer o que eu faço, mas não tem coragem; e dos homens escuto as confissões mais loucas e cada vez mais esse tabu do sexo é uma coisa besta”, avaliou.

Barreiras
Apesar da escolha em ser uma profissional do sexo, Gabriela não desistiu de seguir carreira acadêmica ou dar aulas após a conclusão do curso de letras. “Também quero dar aula, mas por hobby, e além disso também tem a questão financeira, porque dando aula hoje você quase não se sustenta”, analisou. “Acho que as duas coisas são difíceis de casar, é muito difícil que uma escola que sabe o que eu faço me permita trabalhar com eles, vou ter que derrubar barreiras”.

Ainda este ano, ela pretende se mudar para São Paulo, onde vai continuar trabalhando como garota de programa e acumulando um mestrado na Universidade de São Paulo (USP). “Cansei um pouco de São Carlos e agora quero outras coisas, tanto que o mestrado para o qual estou estudando é na USP, converso com alguns professores e quero pesquisar na área de prostituição ou fetiche”, considerou.LOLA

Esse tipo de assunto, segundo ela, já é seu objeto de estudo desde a adolescência. “Desde os 14 anos estudo o sadomasoquismo, que hoje está ficando mais popularizado com ajuda do livro ‘Cinquenta Tons de Cinza’, que é marginalizado para quem curte, mas abriu um leque para as pessoas que não conheciam”, explicou.

Interesse pelo sexo
O interesse precoce por sexo começou com uma vontade íntima de deixar de ser virgem, o que considerava ser um ‘fardo’. “Desde os 11 anos queria me livrar desse fardo, mas perdi a virgindade com 13 anos e a primeira vez foi péssima, com um homem de 30 anos que conheci pela internet”, relembrou.
No início, Gabriela ficou em dúvida sobre o prazer causado pelo sexo.“Não fiquei confortável, fiquei um tempo sem fazer pensando em como era possível as pessoas falarem tanto disso, mas aí depois de um tempo eu fui gostando e a percepção mudou”, revelou.

Segundo Gabriela, nunca houve um episódio em sua vida que despertasse um interesse incomum para sexo. “Todo mundo fica me perguntando qual foi o fato que desencadeou isso, eu respondo que nada, meus pais foram ótimos, tive uma ótima educação, entrei na faculdade direto, fiz uma boa universidade e só”, garantiu.
LOLITA

Relação com a família
Como a personagem Tieta, da obra de Jorge Amado, Lola causa alvoroço quando retorna para sua cidade natal, mas a relação com a a família atualmente é estável. “Eu não vou muito pra lá, sinto que toda vez que vou, levanto uma poeira de discórdia e os vizinhos ficam comentando. Minha mãe já desconfiava porque nunca pedia dinheiro para ela e a relação foi muito mais difícil porque ela se importa muito com o que os outros dizem, mas a gente se fala”, disse.

Com o pai, militar da reserva, há uma relação de respeito e separação entre Gabriela e Lola. “Meu pai ficou seis meses sem falar comigo, eu achei que fosse pra vida toda, mas aí teve a minha formatura e ele veio. Na ocasião, disse que a filha dele era a Gabriela, não a outra, deixando bem claro que não compactua com isso. Mas ele ficou do meu lado e acho ele um herói porque não me abandonou”, confessou.

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