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Prostitutas reivindicam liberdade da profissão em desfile temático da Copa

Profissionais do sexo de Campinas fazem desfile em praça pública para pedir liberdade de trabalhar durante a Copa (Foto: Virgginia Laborão / G1)
Com um desfile de roupas temáticas da Copa do Mundo, profissionais do sexo reivindicaram a regulamentação da profissão ocupando, na noite desta segunda-feira (2), a Praça Ruy Barbosa, no Centro de Campinas (SP). Integrantes de coletivos feministas e LGBT da cidade também dividiram a passarela do evento em apoio às prostitutas. Para protestar de forma bem-humorada, o grupo usou camisetas com frases como “Eu jogo pelada” e “Mete pra dentro, Seleção”.

Além das roupas com os dizeres que aludiam ao torneiro mundial de futebol, as modelos do desfile empunharam cartazes como “trabalho sexual é legal”, “prostituição não é crime” e “exploração sexual não é prostituição.

O evento chamou a atenção de quem passava pela praça, como os promotores de vendas Jussara Marques e Bruno César. “Acho que é do direito delas. Tem que lutar e ir atrás de conseguir trabalhar no que quer”, afirma Jussara. Já César defende que se deveria ter menos preconceito com o trabalho das profissionais do sexo.

Segundo Betânia dos Santos, prostituta há 20 anos e coordenadora da Associação Mulheres Guerreiras, que representa as profissionais do sexo da cidade, o evento é a segunda grande comemoração para a visibilidade das prostitutas em Campinas. “Estamos lutando para termos nossa causa reconhecida. Nossa associação nasceu da luta das profissionais do sexo e queremos a regulamentação do nosso trabalho”, explica Betânia.

Luta por direitos
Além do desfile, o documentário “Mulheres Guerreiras: desbravando estradas da vida”, que reúne memórias de profissionais do sexo da cidade, foi exibido para a população. A produção foi realizada por membros da associação, além de voluntários da Incubadora de Cooperativas Populares da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A profissional do sexo Theresinha Ferreira, conhecida como Sandra Cabelão, de 55 anos, foi uma das diretoras do documentário. Ela começou a se prostituir com 14 anos, após ter ficado órfã depois que os pais, indígenas, foram mortos em confronto com militares no Paraná. Aos 19 anos, mudou-se para Campinas e foi acolhida por outras profissionais do sexo no Jardim Itatinga, bairro conhecido pela concentração de boates e prostituição a céu aberto.

Segundo Aline Tavares, uma das voluntárias que ajudou no projeto, o objetivo do documentário foi registrar a história e a memória de prostitutas como Theresinha. “É importante também passar esse vídeo nessa praça, justamente de onde elas foram expulsas tempos atrás”, afirma ela.

Profissionais do sexo de Campinas fazem desfile em praça pública para pedir liberdade de trabalhar durante a Copa (Foto: Virgginia Laborão / G1)
Profissionais do sexo fazem desfile para pedir liberdade de trabalhar (Foto: Virgginia Laborão / G1)
Fonte: G1
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Inaugurado o primeiro museu da prostituição

O popular Red-Light District (Bairro Vermelho), em Amsterdã, Holanda, abriu o primeiro museu da prostituição do mundo. O local oferece uma exposição completa sobre o mercado sexual na Holanda, onde, inclusive, a prostituição é uma profissão legalizada.

O museu é uma iniciativa privada e fica rodeado de casas onde trabalham quase 1000 profissionais do sexo da cidade. Entre instrumentos eróticos e vários objetos sadomasoquistas, a moda ganha destaque com uma linha do tempo dos estilos na Europa.

Destaque ainda para o “quarto bordel”, onde a reprodução é fiel ao locais onde uma prostituta cobra em torno de 150 euros por 12 horas. Ao final do passeio, descontração total: um confessionário para o visitante confessar seus pecados – relacionados a luxúria, de preferência.

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Essa é mais uma prova da forma desencanada de enxergar a vida dos Holandeses. Talvez um dos motivos pelo qual a Holanda, e principalmente Amsterdã, seja tão adorada pelas pessoas, é porque lá cada um pode ser do jeito que quiser, desde que não incomode os outros. Ainda há muitas coisas que precisamos aprender com eles.

todas as fotos © Evert Elzinga/AP

Abaixo uma reportagem, em inglês, feita no local:

Fonte: Hypeness

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Fotos mostram como eram as profissionais do sexo no começo do século passado

O ano era o de 1912, quando o celebrado fotógrafo americano John Ernest Joseph Bellocq se aventurou em Storyville, distrito da luz vermelha legalizado em New Orleans. Contudo, ele não estava lá para o prazer. Mas sim, trabalho. Fotografar prostitutas locais, pra ser mais exato.

Bellocq evitou publicar as fotos. Elas foram descobertas anos depois de sua morte, em 1949. O trabalho estava escondido em uma pasta empoeirada dentro do porão da sua antiga casa. O responsável pela descoberta foi o também fotógrafo Lee Friedlander, que editou um livro com as imagens.

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Durante anos, o trabalho de Bellocq foi considerado extremamente vulgar e provocante. Cerca de 101 anos mais tarde, ele é um belo lembrete de o quanto nossos valores e costumes mudaram.

Fonte: Hypeness

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As prostitutas e o direito de existir

Texto de Monique Prada
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A prostituição existe há muito tempo. Mesmo estigmatizada, discriminada e isolada, ela continua existindo e vai continuar a existir.

O projeto de lei que visa regulamentar a atividade vem encontrando apoio e oposição em vários setores da sociedade organizada. É um projeto bastante inteligente, conectado à realidade.

Um dos pontos mais importantes em seu texto é a legalização das boates, clínicas e casas de prostituição, estipulando inclusive valores percentuais para determinar o que se pode considerar “exploração” e o que seria lucro aceitável a uma empresa destinada à diversão adulta e à comercialização de serviços sexuais.

Incrivelmente, algumas pessoas reagem como se o projeto “criasse uma nova profissão”, e não simplesmente regulamentasse o que já temos por aí, funcionando dia e noite. Uma situação, inclusive, que que coloca o profissional em posição de vulnerabilidade e segregação, sem ter como fazer valer seus direitos.
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O projeto praticamente não afeta em nada a vida das chamadas “acompanhantes de luxo” que atuam de modo independente através de sites e comunidades na Internet, ou mesmo em casas mais conceituadas, que não costumam receber remuneração direta sobre o valor cobrado pela profissional.

Entretanto, o projeto é de grande importância para proteger as prostitutas em situação de maior vulnerabilidade social. Deixar a profissão não-regulamentada só favorece a existência de prostíbulos baratos e insalubres, só estimula o trabalho das máfias, o tráfico humano, a escravidão. Lembremos que trabalho escravo não é inerente apenas à prostituição: há mão-de-obra escrava farta na indústria da construção civil, do vestuário, da mineração. E a situação do trabalhador doméstico nos pontos mais longínquos do país, como anda?

Os efeitos positivos da regulamentação talvez não sejam visíveis a curto prazo. O projeto de lei não é perfeito e tem suas falhas. Por exemplo, não ficou claro para mim como se daria a cobrança pelo serviço em caso de não pagamento pelo cliente: haveria um contrato escrito entre as partes? E do que consistiria o trabalho “em cooperativa” proposto? O texto precisa ser melhor estudado, aperfeiçoado, ajustado à diversidade de situações regionais. Mas é um puta avanço, com o perdão do trocadilho, babaca e quase inevitável.

Lembremos sempre: todos nós, quando “decidimos” trabalhar, o fazemos pela necessidade de nos sustentarmos, e aos nossos. Não importa em qual área trabalhamos, nós sempre o fazemos pela grana – e, quem sabe, por alguma satisfação pessoal. Nas relações que regem nossa sociedade, a exploração é a regra, não a exceção. Leis, regras, fiscalização são as soluções que encontramos para amenizar o problema.

Feliz é aquele que trabalha no que gosta. Assim é com o profissional do sexo também. A prostituição é, sim, um trabalho como outro qualquer, porém com suas peculiaridades. Além do mais, já passou da hora de sermos vistas – nós, meretrizes – como cidadãs responsáveis por nossas escolhas e donas de nossas vidas.
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Muitos movimentos nos tratam como seres incapazes de escolher nossos caminhos, vítimas de um trabalho que nos oprime, ignorantes sobre o mundo que nos cerca.

Mas o que verdadeiramente nos oprime é estar à margem, é a invisibilidade forçada, é o vitimismo imposto, aliado a uma romântica compreensão de que sexo é algo pelo qual não se pode cobrar sem uma vaga sensação de erro, de pecado, de culpa.

Nós, meretrizes, somos donas e senhoras de nossos corpos mesmo durante o período de trabalho. Alugar seu tempo não é equivalente a alugar ou vender seu corpo, como pensam tanto(as). Quem contrata os serviços de uma prostituta não tem direito ao abuso ou à violência.

Alguns, talvez com boa intenção mas desconhecendo a realidade, dizem que é uma atividade “indigna” e, portanto, não passível de direitos.

Mas dignidade é liberdade.

Libertar o profissional do sexo é deixá-lo exercer seu ofício de modo digno e ter seus direitos de trabalhador respeitados.

Exigir que um profissional abandone seu trabalho não o liberta de nada. É, sim, interferir vergonhosa e autoritariamente na vida de pessoas adultas e com condições de decidir.

Eu, como você.

Fonte: Papo de Homem

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17 coisas que só uma garota de programa pode te contar

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Kelly (nome fictício por pedido da autora) é uma garota de programa que começou a se prostituir aos 17 anos. Hoje tem 26. Ela resolveu compartilhar alguns fatos que concluiu nesses 9 anos de trabalho e ninguém melhor do que uma pessoa que escolheu essa profissão para nos contar um pouco sobre os bastidores. Em seu relato, ela mesma diz que nessa vida da luxúria, onde não existe espaço para o certo, errado, estranho ou bizarro, é possível ter contato com um lado menos hipócrita das pessoas.

Através do seu relato, reunimos aqui algumas verdades que provavelmente somente uma garota de programa poderia nos revelar com tanta propriedade:

1. Alguns homens me procuram somente para conversar. Me pagam para ter um diálogo que não conseguem ter em casa.

2. Brochar é mais normal do que você pode imaginar.

3. Garotas de programa conseguem ganhar tanto dinheiro porque elas realizam fetiches que os homens não têm coragem de confessar a ninguém.

4. Tem muito homem do tipo machista que procura uma garota de programa para ser passivo. Muitos mesmo.

5. A história de que uma mulher sempre fará sexo oral melhor em uma mulher do que um homem, é mito. Já testei essa teoria e nem sempre procede.

6. A maioria dos puteiros têm problemas com roupas de cama e toalhas. Muitas vezes os lençóis são trocados uma vez por dia. As toalhas que os clientes usam, são secadas e colocadas novamente num plástico. Tudo em nome da economia.

7. Uma média de 75% dos homens que nos procuram são casados. Outros 10% são noivos ou namoram.

8. As explicações que os homens comprometidos dão sobre procurar uma garota de programa geralmente são duas: enjoaram do sexo com a mulher ou tem vergonha de revelar suas fantasias.

9. O horário do almoço é um dos nossos mais disputados. É a hora que os homens encontram para dar uma rapidinha sem ter que inventar desculpas sobre ficar até mais tarde no trabalho.

10. Tem homem que faz programa comigo e com a namorada e que, dias depois, volta sozinho e pede para não contarmos para ninguém. É mesmo o cúmulo da falta de lealdade, já que a mulher deu uma oportunidade para os dois saírem da rotina juntos.

11. Acredite – tem homem que pede pra transar sem camisinha, mesmo sabendo dos riscos.

12. O segredo de um oral bem feito é a vontade e atitude. Preguiça é algo que não pode existir na vida de uma GP.

13. Pra gente, nenhuma fantasia é bizarra. Nosso papel é realizá-las. Já tive cliente que chegou no apartamento, pediu um avental e começou a limpar o quarto. O tesão dele é ser a “minha empregadinha”. Quem sou eu pra dizer que não.

14. A época do décimo terceiro é quando temos mais procura.

15. Tamanho só é essencial se o cara manda mal em todo o resto. Caso contrário, é tão relevante quanto o tamanho dos seios de uma mulher, por exemplo.

16. Se você acha que a vida de uma GP é fácil, experimente transar 5 vezes por dia.

17. As coisas na vida dependem sempre de um ponto de vista. Pergunte, por exemplo, para uma garota de programa, o que ela pensa de mulheres que transam com vários caras sem cobrar.

Fonte: Casal Sem Vergonha

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Contra o preconceito, jovem de 18 anos é eleita Miss Prostituta 2013

Marcelina - Miss Prostituta 2013

Marcelina – Miss Prostituta 2013


A um quilômetro do Minascentro, em Belo Horizonte (MG), onde acontecia o Miss Brasil 2013, cerca de 300 pessoas aplaudiam, celebravam, gritavam, assoviavam e até vaiavam, na noite deste sábado (28), outra rainha da beleza: a Miss Prostituta 2013, Marcelina Gomes Teixeira — 18 anos de idade e seis meses de profissão.

Sob a batuta de Elke Maravilha, a “Rainha das Prostitutas”, “Camila” –como é mais conhecida a nova miss– deixou outras nove candidatas para trás e ganhou o prêmio.

Nascida em Entre Rios de Minas (MG), a garota tem ensino médio completo e mudou-se para a capital mineira há seis meses, quando também se iniciou na profissão. Não tem namorado. E pretende cursar enfermagem.

“Não anuncio em jornal. Tenho os meus contatos”, diz a miss, e revela um pouco mais sobre si mesma: mora com a avó, não gosta de música, não vê cinema, nem costuma navegar na internet –”Não ligo muito para essas coisas, não”.

Lei Maria da Penha não protege prostitutas
A responsável pelo Miss Prostituta 2013 é a presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais Maria Aparecida Vieira, a Cida, 46. Ela explica que o concurso, que está em sua segunda edição, tem um caráter político, “para chamar a atenção para a regulamentação da profissão“.

Segundo Cida, as mulheres brasileiras são protegidas pela legislação. Mas isso não existe para as prostitutas.

“Na hora de trabalhar, a prostituta não é mulher. A lei Maria da Penha não protege a prostituta na hora do trabalho. Isso não existe.”, afirma.

“Com a regulamentação, além da proteção que podemos ter, vai diminuir o preconceito cultural“, diz a presidente da associação.

Marcelina - Miss Prostituta 2013

Marcelina – Miss Prostituta 2013

Perfil de miss
As dez candidatas do Miss Prostituta 2013 têm em comum a profissão. Mas suas histórias e condições de vida são bastante diversas.

A paulistana Mary Gonçalves Santos, 29, é separada e mudou-se para Belo Horizonte há três meses. Há nove anos, ela é profissional do sexo e trabalha nos hotéis da região central de Belo Horizonte.

Mãe de Peterson, 3, Otávio, 11, e Gabriel, 14, Mary Santos deixou os dois filhos maiores aos cuidados da avó em São Paulo. Todos os dias, Mary Santos assiste em DVD o filme “Titanic”. “O navio vai até parar de afundar de tanto que eu assisto a esse filme”, brinca.

Cintia Gizelle da Silva Rosa, 25, concluiu o ensino fundamental e não pretende estudar mais. Não tem “paciência para ficar parada”. Ela tem uma filha, Maia, de 1 ano e quatro meses, e trabalha também nos hotéis da rua Guaicurus. Seu prato predileto é lasanha. O filme que lhe marcou a vida foi “Crepúsculo”.

Kris Danielle Santos Rodrigues, 27, nasceu em Itamaraju (BA). Foi criada em Januária (MG) e mora há oito anos na capital mineira, desde que começou a profissão. Ela trabalha nos hotéis da região e estudou até o ensino médio.

Kris Rodrigues pretende fazer faculdade de designer de moda. Ela explica que, além de costurar, desenha os modelos dos vestidos que usa. O filme que mais a emocionou foi “Marley e eu”. “Chorava quando via o cãozinho”, diz ela. Em música, a predileção é pela dupla sertaneja Jorge e Mateus.

Fonte: UOL

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